Uma vida igual à tua...

Deram-me uma vida que não quero viver…
Deixei de amar, esqueci até os meus sonhos…
Perdi tudo no caminho,
E todas essas pequenas coisas que tu dizes,
Palavras que tanto significam…
Tu nunca desistes,
Por outro lado, eles recuam…
Tu sempre me escutas…

Tenho-me consumido nestas noites sem sono…
Seguro a vida por um fio
Que trago preso ao pescoço…
E, pelo que vejo, a única coisa que me consome sou eu,
Sinto-o e tu também…

Não sinto amargura alguma,
No fundo acaba por ser mais do mesmo…
Esta estrada que é curta e longa,
Um dia infinito para percorrer essa distância.
Adiante uma casa parada, a minha.

Eu sei pelo que tu estás a passar,
Acredita que vivo o mesmo a cada instante…
1 Response
  1. ARPires Says:

    Sempre ouvi dizer que um bom poema, é o resultado do sofrimento de alguém.
    Neste blogue temos, vários exemplos do que acabei de dizer.
    Quem melhor para entender o poeta, senão aquele que já sofreu por amor.
    Contudo como dizem os brasileiros, há que cair na real.
    Quase sempre a pessoa amada, não é merecedora do seu amado.
    Portanto sofrer, só é bom para a poesia.
    Com um grande abraço...de rimas