Nada do que digo faz sentido


O ódio que amorosamente sinto,
Diz-me somente que minto.
Esta manhã tórrida de Inverno primaveril,
Acentua o Outono em que vivo.

Os meus olhos deixam cair,
Alegremente, lágrimas amargas,
Como se se tratassem de árvores,
Que sem motivo, as folhas deixam partir.

O vento leva também as memórias,
Os bons e maus momentos,
Todos juntos, num emaranhado,
Que já, tão longe, não posso voltar a lembrar.

Resta-me, nesta altura, aguentar a dor
Que a tua ausência, faz no meu peito
Escorrer, adocicado pela tua longínqua presença,
Sangue, que falta me faz para viver.

A noite está a chegar, devagar,
Mas, a sombra que se abate sobre mim
Fá-lo repentinamente, sem que tempo
Sequer, eu tenha para fugir.

Correr para um lugar abrigado da tristeza,
Onde, imperando o amor, me consiga
Suster em pé, pois agora,
Caindo, cairei num terrível abismo.
2 Responses
  1. Muito boas seus poemas, passe no meu blog e comente minhas poesias.
    Agradecimentos

    Daniel Guimarães Jr.


  2. *izil* Says:

    Adorei seus poemas, são lindos.
    Parabéns,
    izil